009. Antony & The Johnsons - "The Lake"
do EP "The Lake" (2004)

O que eu queria mesmo era ver e ouvir as CocoRosie. Sonhava com aquele momento há meses. O resto, um rosto andrógino de olhar frágil no cartaz, tinha um nome que eu conhecia desconhecendo a sua música. A luz apagou-se depressa e no pequeno palco um gigante. A última coisa que se espera é aquela voz. A última coisa que se espera é aquela voz suspendendo-nos desde o início, devolvendo-nos o movimento apenas no fim da canção para que interroguemos o corpo sobre aquele torpor. Começou com "The Lake". Talvez tenha sido quase desleal da parte dele ter começado tão fundo, mas foi o que bastou. Depois foram os meses ansiosos e recompensados à espera de "I Am A Bird Now" (2005). Mas antes, insuperável, ouvi "The Lake" e - o autor que me desculpe - devia ser proibido reparar na letra. A música e a voz são de tal modo perfeitas que a ferida não devia ser poupada a ninguém, mas infligida à medida. A verdade é que, por vezes, a ferida é um acto de generosidade.
site oficial

O que eu queria mesmo era ver e ouvir as CocoRosie. Sonhava com aquele momento há meses. O resto, um rosto andrógino de olhar frágil no cartaz, tinha um nome que eu conhecia desconhecendo a sua música. A luz apagou-se depressa e no pequeno palco um gigante. A última coisa que se espera é aquela voz. A última coisa que se espera é aquela voz suspendendo-nos desde o início, devolvendo-nos o movimento apenas no fim da canção para que interroguemos o corpo sobre aquele torpor. Começou com "The Lake". Talvez tenha sido quase desleal da parte dele ter começado tão fundo, mas foi o que bastou. Depois foram os meses ansiosos e recompensados à espera de "I Am A Bird Now" (2005). Mas antes, insuperável, ouvi "The Lake" e - o autor que me desculpe - devia ser proibido reparar na letra. A música e a voz são de tal modo perfeitas que a ferida não devia ser poupada a ninguém, mas infligida à medida. A verdade é que, por vezes, a ferida é um acto de generosidade.
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10 Comments:
Que lindo blog jovem. Os meus parabéns.
estava lá ... e fiquei ali , pregada na cadeira ... num festival de sensações...foi lindo este concerto !
:)
Infelizmente não estive presente e só me rendi meses mais tarde.
queria mais posts...
Não vi o Antony e tenho ainda a mágoa de o não ter visto. Sempre que oiço, sinto um embalo estranho, como se navegasse na plenitude de um sonho.
concordo. a música é de uma beleza extraordinária. a voz, a voz.
bom blog, boas palavras
vi-o duas vezes e perdi-me naquela voz.
para sempre.
Estive no Theatro Circo e foi único. Antony é único. Mais uma vez boa descrição.*
Nunca o ouvi fora do windows media player, para meu pofundo desgosto... :(
Estou muito grata por este blog. Acho uma ideia fenomenal.
Esta foi a minha preferida das novas que encontrei por aqui. Esta desconhecia. E muito obrigada pela partilha, sinto-me um pouco mais satisfeita apenas por isto.
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